3 coisas que te impedem de programar
Não é falta de talento, não é falta de tempo e não é porque programação é difícil demais. São três coisas específicas, e todas têm solução.
Passei pelas três. Não estou falando de teoria, estou falando de coisas que eu vivi e que vejo se repetindo em quem está tentando aprender a programar ou avançar na carreira. Vamos direto ao ponto.
1. O limite está na sua mente
Sabe aquela frase que parece clichê? Pois é, ela é verdadeira.
Acontece muito na programação. A pessoa fala que não tem criatividade para o front-end, então vai focar só no back-end. Ou fala que é ruim em lógica, então vai focar em outra área. Ou então diz que é velha demais para aprender, que é nova demais, que precisa saber inglês e não sabe, que não tem formação adequada.
Esses mitos parecem verdades absolutas na cabeça de quem os carrega. Mas são só isso: mitos.
Certa vez li sobre um cara que correu mais de 100 milhas em 24 horas, sem parar. Traduzindo para quilômetros, isso dá aproximadamente 140 km. Para efeito de comparação, uma maratona tem 42 km, e isso já parece o limite do humanamente possível para a maioria das pessoas. Mas o limite verdadeiro estava muito além disso. E o mais impressionante: o cara tomou a decisão de fazer esse percurso três dias antes, sem nunca ter corrido nem metade daquela distância.
Isso me fez pensar direto nos limites que eu mesmo colocava na minha cabeça. Quantas coisas eu achava impossíveis que simplesmente não eram?
Qualquer coisa que seja humanamente possível de fazer, você consegue. O que impede geralmente não é a realidade, é a história que você conta pra si mesmo sobre a realidade.
2. O gráfico do progresso
Isso acontece com todo mundo que começa a programar, e poucos falam sobre isso de forma clara.
No começo, você aprende rápido. HTML, CSS, estrutura básica de uma linguagem, lógica simples. O progresso é visível, você sente que está evoluindo e fica animado.
Aí chega um ponto em que a coisa trava. O que era fácil ficou difícil. Parece que você não está avançando. A sensação é de que chegou no seu limite e que programação mais avançada simplesmente não é para você.
Esse ponto existe. Ele vai acontecer. E ele acontece justamente porque você passou do básico e começou a entrar em território mais complexo.
O que a maioria faz? Desiste nesse momento. E é exatamente o pior momento para desistir, porque é aqui que o avanço de verdade está prestes a acontecer.
Quem empurra um pouco mais, que continua praticando mesmo sem sentir que está evoluindo, descobre que do outro lado dessa montanha o aprendizado fica mais fácil de novo. Não porque as coisas ficaram simples, mas porque você desenvolveu a capacidade de aprender coisas complexas. Você aprendeu a aprender.
Saber que essa montanha existe é o que faz a diferença. Quando você chega nela, você reconhece: isso é o processo, não é sinal de que não sou capaz.
3. Não saber qual é o próximo passo
Esse talvez seja o mais subestimado dos três.
Você pode ter vontade, pode ter tempo, pode ter o computador na frente. Mas se você não sabe o que fazer agora, o que estudar depois disso, o que praticar quando terminar, o aprendizado vai andar em círculos.
Eu já passei por isso várias vezes. Quero aprender uma tecnologia nova ou começar um projeto, mas sem um plano claro de ação o que acontece é que começo, topo com dúvidas sobre o que priorizar, perco o fio e o projeto fica parado.
A diferença entre quem progride rápido e quem fica estagnado, na maioria das vezes, é simplesmente essa: ter ou não ter um plano de ação.
Não precisa ser algo sofisticado. Precisa responder três perguntas: o que vou aprender agora, como vou praticar isso e o que vem depois. Com essas três respostas claras, a montanha do gráfico do progresso fica menor. Não some, mas fica menor. Porque você sabe que do outro lado tem um próximo passo esperando, não um abismo.
Três coisas que parecem simples mas que, na prática, travam muita gente: os limites que a própria cabeça cria, não conhecer o formato do progresso e não ter clareza sobre o próximo passo.
Agora que você conhece os três, fica mais fácil identificar qual deles está te segurando.
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