Quando posso me considerar um programador?

Antes de se chamar programador, você precisa entender duas coisas. E a resposta vai te surpreender pela simplicidade.


Duas coisas antes de qualquer coisa

Antes de querer se chamar de programador, você precisa entender dois pontos muito importantes.

O primeiro: você nunca vai parar de programar. Nunca vai chegar o dia em que você vai pensar "agora eu sei tudo". Se você está esperando esse momento para se chamar de programador, nunca vai se chamar. O estudo não tem fim, esse é o ponto.

O segundo: sempre vai aparecer alguém que vai fazer algo que você já fez de forma mais eficiente, mais elegante. Depois você vai aprender com essa pessoa e vai fazer melhor. Depois outra pessoa vai fazer melhor que você. E assim vai.

Se você consegue entender esses dois pontos, você não vai mais usá-los como critério para decidir se é ou não é um programador.

Então como saber?

Em termos básicos: se você consegue escrever uma linha de código que calcula um mais um e mostra o resultado, isso é um programa. Então você já pode ser considerado um programador.

Mas em termos práticos, o critério é esse: se eu te pedir hoje para criar um cadastro de clientes, uma galeria de fotos, uma calculadora que resolve equação do primeiro e do segundo grau, você consegue fazer? Se sim, você é um programador.

Não é que você só vai ser programador quando criar um foguete que vai pra lua. Isso é outro nível. Mas quem consegue fazer um cadastro de clientes, uma galeria de fotos, um joguinho da velha, um jogo da cobra, já consegue atender 99% dos clientes que existem por aí.

A diferença entre programador e programador profissional

Tem uma distinção que vale fazer: programador profissional é quem está sendo pago para programar. Programador, sem o profissional, é quem faz por hobby.

Os dois são programadores. A diferença é se existe dinheiro envolvido ou não.

Então para de esperar o momento perfeito para se chamar pelo nome certo. Se você cria programas, você é um programador.