Opus 5.5 no Claude Code: 12 dicas oficiais da Anthropic

O Opus 5.5 é mais barato e mais rápido que o Opus 5, mas vários hábitos antigos agora custam caro ou deixam o fluxo lento. Reuni 12 dicas do guia oficial da Anthropic, de esforço e cache até AGENTS.md, lista de tarefas e design.

tecnico ia 7 min de leitura

O Opus 5.5 chegou mais barato e mais rápido que o Opus 5. A Anthropic fala em até 40% de redução de custo, output mais veloz e uma leitura de cache até 60% menor. Só que existe uma pegadinha: muita coisa que funcionava bem nos modelos anteriores agora pode custar mais caro ou deixar o seu fluxo mais lento se você não ajustar. A própria Anthropic publicou um guia de como usar bem o modelo no Claude Code, e eu separei as 12 dicas que mais valem a pena, em ordem.

1. Comece pelo esforço médio

O esforço é o quanto o modelo raciocina em cada tarefa. No Claude Code você ajusta isso de baixo até o máximo, e quanto mais alto, mais inteligente a resposta, mas também mais cara. No Opus 5, o esforço alto era o melhor custo-benefício. No Opus 5.5, o melhor ponto passou a ser o médio.

Os números do benchmark ajudam a enxergar isso:

  • No esforço baixo, o modelo chega a cerca de 87,4% gastando uns 11 centavos de dólar.
  • No médio, sobe para cerca de 92,8% a uns 21 centavos.
  • No alto, o custo vai para cerca de 29 centavos nesse benchmark e, em outro cenário, chega perto de 74 centavos, por um ganho pequeno.

Em outro benchmark a lógica se repete: cerca de 86 pontos por um custo de 84 contra cerca de 88,4 pontos por 1,38. Benchmark não é a palavra final, mas aqui é um bom indicador de que o médio entrega quase tudo que o alto entrega por bem menos.

2. Teste os níveis no seu próprio fluxo

Cada pessoa trabalha com tarefas diferentes, então o melhor nível pra você pode não ser o do benchmark. A sugestão prática é escolher uma tarefa real que você faz toda semana e rodar a mesma tarefa em três sessões: uma no esforço baixo, uma no médio e uma no alto. Depois compare resultado e custo.

Um detalhe que pouca gente espera: esforço maior não significa resultado melhor. Em tarefas simples, pensar demais pode trazer complexidade desnecessária e até piorar a resposta.

3. Use o AGENTS.md

Agora o Claude Code lê o arquivo AGENTS.md quando não encontra um CLAUDE.md. O AGENTS.md é o padrão usado por outras ferramentas, como o Codex, e isso padroniza o arquivo de instruções do projeto entre diferentes ferramentas, sem você precisar manter documentos duplicados.

Minha aposta é que o CLAUDE.md vai cair em desuso com o tempo. A partir de agora, eu criaria o AGENTS.md como padrão nos projetos novos.

4. Troque o esforço sem perder o cache

Antes, trocar de modelo ou de esforço no meio da conversa fazia o novo modelo reprocessar todo o histórico. Você perdia o cache, gastava tempo e token, e a economia ia embora.

Agora, dentro do Opus 5.5, dá pra trocar só o esforço sem perder o cache. Por exemplo, você estava no máximo e a próxima tarefa é simples: baixa o esforço no mesmo contexto e segue. Atenção ao limite dessa dica: ela vale para trocar o esforço, não para trocar o modelo no meio da tarefa. Trocar de modelo continua perdendo o cache.

5. O reset de limite (que já passou)

Durante o lançamento do Opus 5.5, a Anthropic liberou por tempo limitado um reset gratuito do limite de uso, semanal ou de 5 horas. A promoção já acabou, então não é uma dica acionável, mas vale o registro: lançamentos de modelo costumam vir acompanhados de benefícios assim, e vale ficar de olho nos próximos.

6. Não dá mais para ver o raciocínio do modelo

Nos novos modelos, a Anthropic removeu o acesso ao raciocínio detalhado. Pelo que parece, a ideia é proteger a forma como o modelo raciocina contra concorrentes. Na prática, eu acho que não faz muita falta. O que importa é o resultado e o custo, e sobre isso você continua tendo controle pelo nível de esforço.

7. Resposta dada é resposta encerrada

O Opus 5.5 tem uma tendência a revisitar respostas anteriores durante a conversa. Num bate-papo rápido isso é irritante e ainda gasta mais token do que deveria.

A solução é incluir uma instrução na mensagem, no CLAUDE.md ou no AGENTS.md. Algo nessa linha:

Depois de responder algo, trate a resposta como encerrada. Nas próximas
mensagens, concentre o raciocínio no que está sendo pedido agora e não
volte a uma resposta anterior, a menos que eu pergunte sobre ela ou
aponte um problema na pergunta.

Colocando isso no arquivo de instruções do projeto, você resolve de uma vez pra todas as conversas.

8. Mantenha uma lista de tarefas em arquivo

Em tarefas longas, o modelo tende a marcar tudo como concluído quando só alguns itens terminaram. O guia sugere pedir pra ele manter um arquivo de tarefas, por exemplo tarefas.md, com uma linha por endpoint e uma por teste, e ir marcando conforme conclui. Assim ele só dá a tarefa como finalizada quando todos os itens da lista estiverem completos.

Isso vale pra tarefas longas e com muitas partes. Para tarefas simples, é burocracia que não compensa.

9. Dê um orçamento de tempo ao modelo

Dá pra dizer algo como "quero isso pronto em 3 minutos", e o modelo organiza a execução pra entregar antes do prazo. É uma opção prevista no guia, mas eu testei e não achei que seja a melhor abordagem. A próxima dica entrega algo parecido de um jeito mais simples.

10. Diga que o tempo importa

Em vez de fixar um prazo, avise que a velocidade é importante. Por exemplo, no fim de um pedido de pesquisa de concorrentes, adicione:

O tempo importa aqui. Não gaste mais do que o necessário, e quanto
antes sair um resultado correto, melhor.

O modelo passa a priorizar velocidade. Nos meus testes, o resultado ficou praticamente tão bom quanto sem essa frase, com uma diferença considerável no tempo de resposta. Essa dica está na documentação oficial da Anthropic.

11. Nomeie os padrões de design

O Opus 5.5 é o melhor modelo que já usei pra criar designs. Mesmo assim, sem boas referências e sem um design system, ele ainda entrega o famoso "AI Slop", aquele visual genérico de IA.

Tem um detalhe da documentação que muda a forma de pedir: se você só pede pro modelo "evitar o padrão de IA", ele troca de um padrão genérico por outro. Sai de uma paleta roxo e magenta, por exemplo, e cai em preto, vermelho e branco, sem fugir de verdade do genérico. O caminho certo é passar boas referências visuais, ter um design system próprio e nomear explicitamente os padrões que você quer.

12. Dê ferramentas para o modelo analisar imagens

O modelo já lê bem imagens, gráficos e diagramas, mas fica mais preciso se tiver ferramentas pra focar em trechos específicos. Pense num gráfico em que você quer olhar só alguns meses: com bibliotecas Python de processamento de imagem, como Pillow e OpenCV, o modelo consegue recortar e dar zoom na região certa.

Sem isso, você teria que mandar a imagem inteira e explicar por texto onde ele deve olhar. Dar essas ferramentas é como entregar uma lupa pro modelo.

Resumindo

  • Comece pelo esforço médio.
  • Teste os níveis no seu próprio fluxo.
  • Use AGENTS.md como padrão.
  • Troque o esforço sem perder o cache, mas não troque o modelo no meio da tarefa.
  • Resposta dada é resposta encerrada.
  • Mantenha uma lista de tarefas em arquivo nas tarefas longas.
  • Avise que o tempo importa.
  • Nomeie os padrões de design que você quer.
  • Dê uma lupa (ferramentas) pro modelo analisar imagens.

O Opus 5.5 é mais barato e mais rápido, mas só entrega isso de verdade pra quem ajusta o jeito de usar. Vale ler o guia oficial da Anthropic completo e adaptar cada dica ao seu fluxo.

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