Como é entrevista para programador?
Passo a passo de como funciona o processo seletivo pra vaga de programador: entrevista padrão, teste prático e prova oral. O que esperar em cada etapa.
Uma das perguntas mais comuns de quem quer entrar no mercado como programador é: como funciona a entrevista? O que vai acontecer lá? O que eu preciso saber?
Vou explicar o processo na prática, etapa por etapa, e quebrar alguns mitos que costumam surgir sobre isso.
Etapa 1: a entrevista padrão
Todo processo seletivo, independente da área, começa com uma entrevista padrão. Pra programação não é diferente.
Nessa etapa o empregador quer te conhecer um pouco: experiências anteriores, por que saiu do emprego anterior, o que você está buscando. São perguntas de conversa mesmo, sem nenhum mistério técnico.
Não precisa se preparar para nada especial aqui. Seja sincero, fale a verdade, converse com tranquilidade. Isso já é suficiente.
Etapa 2: o teste prático
Depois da entrevista padrão, quase toda vaga de programador tem um teste prático. Ele pode aparecer em três formatos diferentes.
Formato 1: a empresa manda um brief, ou seja, um resumo dos requisitos de um sistema fictício. Eles pedem pra você criar alguma funcionalidade específica e enviar o código por email ou arquivo.
Formato 2: o mesmo processo, mas a entrega é diferente. Em vez de enviar o arquivo direto, você sobe o código num repositório e manda o link.
Formato 3: o teste é presencial. Você vai até a empresa, eles te colocam num computador e você faz o teste na hora, ao vivo.
Em 90% dos casos, o que eles pedem é um CRUD. Cadastrar, listar, editar e deletar dados. Isso é o coração de praticamente qualquer sistema. Se você sabe fazer um CRUD, você já tem o que a maioria das empresas vai testar.
Pode consultar documentação e pesquisar?
Sim, na maioria dos casos. E isso derruba um mito comum.
Muita gente acha que o teste vai ser offline, sem internet, como uma prova de escola. Em 99% das situações não é assim. A maioria das empresas libera o acesso à documentação da linguagem e das bibliotecas que você está usando, porque é exatamente assim que você vai trabalhar no dia a dia.
Algumas empresas vão ainda mais longe e deixam você pesquisar no Google também. Afinal, programador pesquisa o tempo todo quando está trabalhando de verdade.
A ressalva é óbvia: a pesquisa serve de apoio para quem já sabe o que está fazendo. Se você não sabe nada, não vai saber nem o que pesquisar. O conhecimento base precisa estar na sua cabeça.
Etapa 3: a prova oral (quando existe)
Em pelo menos metade dos processos seletivos existe uma terceira etapa depois do teste prático. É uma conversa sobre o código que você entregou.
Normalmente acontece por videochamada ou presencialmente, com o responsável técnico da empresa. Eles abrem o seu código e conversam com você sobre o que você fez: por que escolheu essa abordagem, como funciona essa parte, o que você faria de diferente.
O objetivo não é te pegar num pegadinha. É simplesmente confirmar que foi você quem fez o código. Se foi você, você vai conseguir explicar sem nenhum problema.
Se você fez o teste com honestidade e entende o que entregou, essa etapa é tranquila.
Resumindo o processo
- Entrevista padrão: seja sincero, converse com naturalidade
- Teste prático: quase sempre um CRUD, com prazo para entregar
- Prova oral: explicar o que você fez, só isso
Não é um bicho de sete cabeças. O processo existe pra ver se você sabe o básico e se consegue se comunicar. Fez o dever de casa e sabe o que está fazendo, as chances são boas.
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